A Viagem de Chihiro e o Tarô: Uma Jornada Através do Castelo de Ouros

A Viagem de Chihiro e o Tarô Castelo de Ouros

A conexão entre A Viagem de Chihiro e o Tarô começa no momento em que Chihiro atravessa aquele velho túnel de pedra no início do clássico filme de anime A Viagem de Chihiro de Hayao Miyazaki e Studio Ghibli. Ela faz mais do que entrar em um mundo espiritual; ela dá um passo direto para o Castelo de Ouros, o reino do Tarô do trabalho, do corpo e da Terra viva. Esta exploração de A Viagem de Chihiro e o Tarô irá guiá-lo através deste profundo vínculo temático, descobrindo os arcanos ocultos entrelaçados em cada cena e seguindo o caminho de Chihiro como a Página de Ouros. Veremos como sua história nos ensina magistralmente os princípios fundamentais do Naipe de Terra. Estes princípios se aplicam à nossa vida diária e à nossa prática espiritual.

Lições Fundamentais de A Viagem de Chihiro e o Tarô

  • A casa de banhos dos espíritos é um "Castelo de Ouros" vivo que ensina lições sobre trabalho, dinheiro e o mundo físico.
  • Chihiro começa como O Louco e se transforma na Página de Ouros, aprendendo através do esforço prático e da perseverança.
  • Personagens como Yubaba e Sem-Face mostram o lado sombrio do Naipe de Terra, onde a ganância e o consumo levam ao vazio.
  • O filme conecta lindamente a perda espiritual ao dano ambiental, como visto com Haku, o espírito do rio esquecido.
  • Arquétipos dos Arcanos Maiores aparecem ao longo da história, fornecendo uma camada simbólica mais profunda à aventura de Chihiro.

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O Vínculo Profundo Entre A Viagem de Chihiro e o Tarô

O poder duradouro de A Viagem de Chihiro e o Tarô reside em sua linguagem compartilhada de símbolos. Ambos os sistemas usam arquétipos para mapear a jornada de uma alma através de desafios em direção à sabedoria. O mundo espiritual do filme, com suas regras específicas e seres ecléticos, funciona como uma perfeita tirada de Tarô ganhando vida. Cada personagem que Chihiro encontra age como uma carta viva, apresentando uma lição que ela deve aprender. Esta harmonia estrutural é a razão pela qual analisar A Viagem de Chihiro e o Tarô juntos parece tão natural e revelador.

Bem-vindo ao Castelo de Ouros: A Casa de Banhos como Escola da Terra

A casa de banhos dos espíritos é o coração movimentado deste mundo. Não é um templo silencioso: é barulhento e exigente. Funciona com contratos e regras estritas. Os espíritos chegam imundos e cansados de suas longas jornadas, e devem ser lavados, curados e enviados de volta. Isso requer trabalho constante. Alguém deve alimentar os fogos da sala das caldeiras. Alguém deve manter a água fluindo e cozinhar a comida. Outros devem esfregar os pisos e contar cuidadosamente as moedas de ouro. Esta é energia pura de Ouros. É a energia do trabalho, do serviço e dos resultados tangíveis do nosso labor.

Castelo de Ouros Naipe de Terra A Viagem de Chihiro e o Tarô

O Ordinário Feito Mágico

A Viagem de Chihiro nos mostra que este castelo da vida cotidiana não é entediante. É mágico, perigoso e profundamente espiritual. Cada tigela de arroz, cada moeda de ouro, cada ficha de banho no filme se torna um pequeno símbolo do Tarô. Através dos olhos de Chihiro, aprendemos a ver o sagrado no mundano. O Castelo de Ouros ensina que a forma como você varre um chão pode ser tão sagrada quanto a forma como você reza uma oração. Chihiro descobre essa verdade da maneira mais difícil. Ela aprende isso balde de água por balde, azulejo esfregado por azulejo.

Regras, Contratos e Karma

A casa de banhos opera em um sistema rígido de ordem. Isso reflete a energia da carta do Hierofante. Ela representa a tradição, os sistemas e as regras que todos devem seguir. Você não pode simplesmente fazer o que quiser: você deve conseguir um contrato de trabalho. Você deve seguir as instruções do supervisor e respeitar a cadeia de comando. Quebrar essas regras tem consequências. Esta estrutura é o esqueleto do Castelo de Ouros. Ela fornece o recipiente necessário para que o trabalho confuso de aprendizado e crescimento ocorra com segurança.

Os Primeiros Passos do Louco: O Começo Relutante de Chihiro

Chihiro não é uma heroína quando a conhecemos pela primeira vez. Ela é uma criança assustada e mal-humorada que não quer se mudar para uma nova cidade. Ela se agarra ao banco de trás do carro. Chihiro deseja desesperadamente que tudo permaneça igual. Este é seu momento puro de O Louco no Tarô. O Louco é a carta Zero dos Arcanos Maiores. Representa a alma no início mesmo de sua jornada. Está despreparada e nervosa. No entanto, ela está à beira de algo vasto e novo.

Chihiro - De Criança Mal-humorada ao Louco no Limiar

O Louco não sabe o que vem a seguir. Mas em algum momento, ele deve dar um passo. Chihiro dá esse passo quando cruza o leito seco do rio. Ela segue seus pais em direção ao estranho parque temático vazio. Sua curiosidade supera seu medo. O túnel em si é um canal de nascimento. Separa o mundo ordinário do espiritual. Quando ela emerge do outro lado, já começou sua jornada.

O Ponto Sem Retorno e a Primeira Lição

Quando a noite cai, o mundo muda completamente. As luzes da casa de banhos se acendem. Espíritos começam a aparecer. O leito seco do rio se enche de uma água poderosa e caudalosa. O limite atrás dela se fecha. Ela passou do ponto sem retorno. O mundo dos espíritos a pegou. Isso é como uma pessoa ser pega por um contrato que assinou sem ler a letra pequena. É uma lição clássica do lado sombrio do naipe de Ouros. Essa lição é a ganância. Ela percebe tarde demais que não pode voltar pelo mesmo caminho.

A Aprendiz da Terra: Encarnando a Página de Ouros

Naquele momento sem retorno, Chihiro passa de ser O Louco dos Arcanos Maiores para a Página de Ouros nos Arcanos Menores. As Páginas são os aprendizes do Tarô. A Página de Ouros é a iniciada da Terra. Esta é aquela que deve aprender a trabalhar, a ganhar e a cuidar do mundo material com respeito. O treinamento de Chihiro é uma imagem perfeita dos primeiros passos do naipe de Ouros.

Implorando por Trabalho e Provando seu Valor

Chihiro chega fraca, desajeitada e completamente assustada. Ela deve literalmente implorar a Yubaba por um emprego e provar que realmente quer trabalhar. Ela recebe a tarefa mais básica, do nível mais baixo. Chihiro se torna uma faxineira e uma carregadeira. Ela deve obedecer sem questionar, porque está no degrau mais baixo da escada. Este começo humilde é essencial. Ninguém pode pular esta etapa na Escola da Terra.

A Pedagogia das Bolhas e da Repetição

Neste castelo, as lições são aprendidas no trabalho. Chihiro aprende por repetição, não por teoria. Ela esfrega o mesmo chão até brilhar e carrega baldes pesados até seus músculos doerem. Lentamente, através deste esforço consistente, algo nela muda. Coragem, paciência e habilidade prática começam a crescer dentro dela. É assim que funciona a Escola da Terra. Você não baixa a maestria como um feitiço mágico: você pratica, ganha bolhas, erra, se levanta e tenta novamente. Esta é a prática fundamental da Página de Ouros.

Os Governantes do Reino: Um Conto de Duas Rainhas

Nenhum castelo está completo sem um governante. A poderosa e intimidadora Yubaba governa a casa de banhos. Ela é uma mistura complexa de arquétipos do Tarô. Ela é parte Imperatriz invertida, parte Imperador e parte Diabo. Mais claramente, ela é a Sombra da Rainha de Ouros.

Yubaba: A Rainha de Ouros na Sombra

Yubaba adora luxo e riqueza material. Seu escritório tem carpetes grossos e cortinas pesadas. Ela acumula pilhas de ouro em sua torre alta. Ela mantém seus trabalhadores presos não com fechaduras, mas com contratos de magia kármica. Seu truque mais perigoso e insidioso não é roubar dinheiro. É roubar nomes.

No Tarô, a carta do Diabo muitas vezes mostra uma alma sendo atada por seus próprios apegos e ilusões. Quando Yubaba pega o nome de Chihiro e a transforma em Sen, ela faz exatamente isso. Ela ata Chihiro fazendo-a esquecer quem ela realmente é. Sem seu nome, Chihiro corre o risco de desaparecer completamente.

Em um nível de Ouros, Yubaba é altamente competente. A casa de banhos não entra em colapso. A equipe conhece suas tarefas. Clientes ricos chegam em massa. As moedas continuam fluindo. Ela mostra o que acontece quando a energia da Terra é forte, mas sem coração. O negócio funciona com eficiência, mas o custo humano é medo, estresse e uma profunda falta de liberdade.

Zeniba: A Rainha de Ouros na Luz

Sua irmã gêmea, Zeniba, segura o outro lado da moeda. Zeniba vive simplesmente em uma pequena e silenciosa cabana à beira do mundo espiritual. Ela fia e tece. Ela recebe os convidados com calor genuíno, não com ameaças. Em vez de roubar nomes, ela os devolve. Ela ajuda Chihiro a lembrar seu propósito. Em vez de acumular tesouros, ela compartilha o que tem. Ela é a Imperatriz e a Rainha de Ouros em sua forma de cura. Ela é fundamentada, nutridora, maternal, criativa e profundamente generosa.

A Escolha Que Toda Alma Deve Fazer

Juntas, Yubaba e Zeniba apresentam dois caminhos possíveis para o mesmo poderoso arquétipo de Ouros. Elas fazem uma poderosa pergunta do Tarô que todos podemos nos fazer. Que tipo de Rainha de Ouros você quer ser em sua própria vida? Aquela que controla através do medo e dos contratos? Ou aquela que lidera com um coração fundamentado e generoso? Toda vez que você escolhe como usar seu tempo, seu dinheiro e sua influência, está respondendo silenciosamente a esta pergunta.

O Mago Ferido e a Ecologia Espiritual

O naipe de Ouros não trata apenas de dinheiro e empregos. Também inclui nossa Terra física. Engloba a terra, os rios, as montanhas, os animais e o corpo vivo do planeta em si. A Viagem de Chihiro torna esta conexão lindamente clara através dos personagens de Haku e do grande Espírito do Rio.

Haku como Guia e Prisioneiro

Haku é uma das imagens mais claras do Mago no filme. Ele pode voar, mudar de forma, lançar feitiços e se mover entre mundos com facilidade. Haku é o guia principal de Chihiro: ele fornece a ela as ferramentas, o propósito e o caminho de que precisa para sobreviver. Ele é o primeiro grande guia do Tarô que ela encontra após cruzar o limiar. Mas há uma ferida profunda em sua história. Ele esqueceu seu próprio nome. Ele não sabe mais quem é.

A Situação do Espírito do Rio: Quando a Terra é Apagada

Haku não é apenas um menino. Ele é na verdade um espírito de rio. Ele é a alma do Rio Kohaku. No mundo humano, aquele rio foi aterrado e coberto por edifícios e apartamentos. Assim que o rio desapareceu, as pessoas pararam de falar seu nome. Com o tempo, Haku esqueceu quem era. Ele retém seu poder, mas perdeu seu senso de identidade. Ele pode ajudar os outros, mas não pode se libertar.

Aqui, o filme vincula magistralmente a perda espiritual diretamente ao dano ambiental. Quando destruímos um rio, uma floresta ou um pedaço de terra, não apenas perdemos um recurso natural. Perdemos seu espírito brilhante e consciente. Apagamos um ser vivo. Em um nível de Tarô, esta é a energia de Ouros em estado de crise. A Terra é reduzida a mera propriedade. Seu espírito é espremido pelo concreto.

A amnésia de Haku é o eco psíquico deste profundo ferimento ecológico. Ele é um Mago poderoso que pode guiar os outros, mas não pode curar ou libertar a si mesmo.

A Cura do Espírito Fedorento: Uma Tirada Completa de Tarô

Este mesmo ensino aparece na famosa cena do espírito fedorento. Um espírito enorme, coberto de lama, chega à casa de banhos. Ele pinga lixo e lama fétida. Todos estão enojados. Eles o tratam como um cliente baixo e problemático. Mas Chihiro, na verdadeira moda da Página de Ouros, não se afasta. Ela honra o contrato. Ela segura o nariz e faz o trabalho.

Enquanto o banha, ela sente algo duro preso em seu lado. Com a ajuda da equipe, ela o puxa para fora. É uma velha bicicleta, emaranhada com cordas e todo tipo de lixo humano. Uma vez que este espinho é removido, uma montanha de lixo jorra do corpo do espírito. Por baixo de toda essa poluição, ele se revela como um Espírito do Rio poderoso e gracioso.

Esta única cena contém uma tirada completa de lições de Ouros e Arcanos Maiores. A forma imunda e fedorenta é como o Cinco de Ouros. Esta carta pode simbolizar pobreza, doença, exílio e o peso da dificuldade. A relutância inicial da equipe reflete a sombra do Sete de Ouros. Isso pode mostrar julgamento deficiente e uma recusa em ver o valor em uma tarefa difícil.

O trabalho físico árduo de limpar e puxar é a essência do Oito de Ouros. Esta carta representa habilidade, esforço, repetição e resiliência. A chuva final de tesouro e gratidão é o Dez de Ouros. Este é o símbolo máximo de abundância que chega após um trabalho árduo e dedicado. O processo de cura em si carrega a energia serena da Temperança.

Este Arcano Maior é sobre ação correta, purificação e encontrar o equilíbrio perfeito entre diferentes elementos.

Sem-Face Naipe de Ouros

A Sombra da Ganância: A Queda e a Redenção de Sem-Face

Depois há Sem-Face. Ele é o espírito silencioso e mascarado que se torna uma das figuras mais assombradoras da história. Ele é a sombra arquétípica do Naipe de Ouros andando sobre duas pernas.

Solidão e a Fome de Pertencer

No início, Sem-Face fica do lado de fora na chuva. Ele parece solitário, perdido e invisível. Esta é energia do Cinco de Ouros novamente. É a energia do isolamento e de se sentir deixado de fora no frio. Ele quer profundamente ser admitido. Quando Chihiro lhe mostra um simples ato de bondade humana deixando-o entrar, ela lhe dá o que ele realmente deseja: uma conexão.

O Monstro Dourado: Refletindo a Sombra da Casa de Banhos

Mas quando ele entra na casa de banhos, tudo muda. Ele descobre que, produzindo ouro ilimitado, pode obter tudo o que quiser. Ele começa a consumir. Primeiro é comida, depois até mesmo outros trabalhadores. Ele se torna um símbolo ambulante de ganância sem fundo e vazio espiritual. Ele usa ouro para tentar comprar atenção, amor e realização. Mas é um buraco negro que nunca se pode preencher. A casa de banhos em si já está encharcada nesta energia de ganância e fome. Os trabalhadores estão cansados e mal pagos. Yubaba é obcecada por ouro. Como a carta da Lua, Sem-Face espelha e amplifica a energia ao seu redor. Cercado pela ganância, ele se torna a própria ganância. Quanto mais ele consome, maior e mais monstruoso ele cresce. No entanto, ele nunca está satisfeito. Por dentro, ele permanece completamente vazio.

A Medicina da Simples Bondade

Chihiro faz algo radicalmente diferente de todos os outros. Ela recusa seu ouro. Em vez disso, ela lhe oferece o bolo de ervas amargo. Este era um presente destinado à sua própria jornada. Age como uma medicina espiritual. Força-o a vomitar todas as coisas que engoliu.

Ele purga a comida, os trabalhadores, o excesso e a ganância. Ele encolhe de volta ao seu eu pequeno e solitário. Após esta purificação, Chihiro o leva embora. Ela o tira da casa de banhos barulhenta e gananciosa para a cabana silenciosa e simples de Zeniba. Lá, Sem-Face finalmente se acalma. Ele ajuda a fiar e nos trabalhos domésticos. Ele come comida simples. Ninguém quer seu ouro. Ninguém tem medo dele.

Ele finalmente encontra um lugar onde sua energia pode ser calma, e ele pode pertencer. Na linguagem do Tarô, Sem-Face passa de uma espécie de Rei de Ouros invertido, poderoso, mas completamente oco, de volta a um estado semelhante ao de uma Página. Ele se torna um estudante novamente, aprendendo o valor do trabalho honesto e da conexão real.

Os Convidados de Honra: Papéis de Participação Especial dos Arcanos Maiores

Embora a casa de banhos pertença principalmente ao naipe de Terra, as figuras dos Arcanos Maiores caminham por ela como convidados de honra. Cada uma acrescenta outra camada de compreensão simbólica e complexidade ao Castelo de Ouros.

Os Arcanos Maiores do Início da Jornada (Cartas 0-X)

O Louco é Chihiro no túnel, entrando no desconhecido. O Mago é Haku, o menino dragão de rio que conhece as regras e os feitiços. A Sacerdotisa é o mundo espiritual oculto em si, cheio de segredos atrás de cada porta. A Imperatriz, Zeniba, está em sua cabana, oferecendo calor e um lugar seguro para descansar. O Imperador é Yubaba, governando a casa de banhos com contratos e mão pesada.

O Hierofante são as regras e tradições da casa de banhos que todos devem seguir. Os Enamorados é a escolha de Chihiro de permanecer leal a Haku e a seus pais. Isto é compromisso, não fantasia. A Carruagem é o trem deslizando sobre a paisagem inundada. É a força de vontade avançando.

A Justiça é a lição de que a poluição e a ganância têm consequências. A ação correta traz equilíbrio. O Eremita é Kamaji na sala das caldeiras. Ele mantém os fogos queimando e oferece sabedoria das sombras. A Roda da Fortuna é o grande ponto de virada da vida. A mudança é constante. Seu poder reside em permanecer honesto enquanto tudo se move.

Os Arcanos Maiores das Provações e do Triunfo (Cartas XI-XXI)

A Força é Chihiro enfrentando Sem-Face e caminhando por um cano estreito. Ela confronta seus medos com bondade. O Enforcado são seus pais suspensos em forma de porco. A vida está em pausa enquanto a alma aprende. A Morte é o fim da pequena Chihiro. Ela morre para se tornar Sen, a trabalhadora.

A Temperança é o suave equilíbrio dos mundos e a cura do Espírito do Rio. O Diabo são os contratos de Yubaba e a ganância de Sem-Face. Estas são ligações pouco saudáveis. A Torre é o caos quando Haku cai e Sem-Face causa estragos. A Estrela é a esperança na pacífica viagem de trem. A Lua é a ilusão e as regras oníricas do reino espiritual. O Sol é a alegria brilhante quando a maldição se levanta.

O Julgamento é o teste final com os porcos. Chihiro deve confiar em seu conhecimento interior. O Mundo é sua caminhada de volta através do túnel. Ela retorna ao seu mundo mais sábia e completa.

Além do Baralho de Tarô Tradicional: Os Arcanos Ocultos em Ação

No sistema de Tarô dos Arcanos Ocultos, três elementos extras aparecem no filme. Eles são a Spiritrix, o Almuten Fulguris e o Adepto. A Viagem de Chihiro oferece uma bela maneira de senti-los em movimento.

A Spiritrix: Haku como a Ponte Viva

A Spiritrix é a carta ponte. Ela fica no limiar entre mundos e ajuda a traduzir símbolos, sonhos e sincronicidades em orientação prática. Ela nos lembra que estamos enraizados no solo, mas nascidos das estrelas. A Spiritrix é a guardiã que diz: Eu caminharei com você.

No filme, Haku desempenha este perfeitamente. Ele aparece quando Chihiro está perto de desaparecer e diz a ela o que fazer para não desaparecer. Ele a leva para um lugar seguro e mostra a ela como conseguir um contrato. Haku explica as regras que ela não pode ver. Ele é de natureza dual. É menino e dragão, rio e céu, Terra e Céu. Haku é um espírito do lugar e um ser celestial ao mesmo tempo. Ele a move através de limiares do medo à coragem, da confusão ao propósito. Se você colocasse a carta da Spiritrix sobre seu coração, ela se encaixaria perfeitamente.

O Almuten Figuris: O Clarão de Relâmpago da Verdade

O Almuten Figuris é diferente. Seu nome sugere um governante oculto e um súbito clarão de relâmpago. Representa o padrão secreto que guia a história. É o momento de clareza que muda tudo de uma vez. O Almuten Figuris tem um pouco da energia da Torre, o relâmpago que quebra estruturas antigas.

O Almuten Figuris também tem um pouco do Julgamento, o despertar para uma verdade superior. No filme, isto é Chihiro no momento exato em que ela se lembra. Ela cavalga nas costas de Haku pelo céu. Memórias surgem nela. Ela recorda cair em um rio quando era menina e ser carregada com segurança pela água. Ela viu o nome Rio Kohaku em uma pedra.

De repente, ela sabe. Haku é aquele rio. Seu verdadeiro nome é Nigihayami Kohaku Nushi. Aquele clarão de lembrança é Almuten Figuris puro. É um relâmpago na carta. Revela o verdadeiro soberano da situação. Aquele soberano é amor, memória e verdade, não medo e ganância. Com uma frase, todo o padrão energético do conto muda.

A Transformação Final: Chihiro como O Adepto

Quando ela fala seu nome em voz alta, várias coisas acontecem ao mesmo tempo. O feitiço de Yubaba sobre Haku se quebra, e seu nome roubado é restaurado a ele. O contrato que o prendia começa a se dissolver. Naquele momento, Chihiro sai completamente de ser uma criança passiva. Ela se torna uma co-criadora da história.

De acordo com o Tarô dos Arcanos Ocultos, sua jornada como O Louco termina. Chihiro é transformada em uma pessoa renascida através da experiência e do trabalho. Ela recupera seu verdadeiro nome como um indivíduo mais sábio e forte e se torna o arquétipo de O Adepto.

O Adepto representa a alma que aprendeu o básico. Eles agora trabalham com habilidade consciente. Esta carta mostra prática focada, disciplina e maestria silenciosa. Trata-se de transformar conhecimento em sabedoria através da ação constante e devoção na vida diária. É o arquétipo da alma madura.

Carregando o Castelo de Ouros Com Você: Um Tarô para a Vida Diária

Você não precisa de um trem mágico ou de um dragão de rio para visitar o Castelo de Ouros. Você já mora lá. Este é o segredo silencioso e profundo que o filme revela. A verdadeira fortuna nunca reside no ouro do cofre ou nas moedas do seu bolso. É a alma que você molda através de suas ações.

Cada ato de trabalho honesto importa, e cada decisão corajosa de enfrentar um desafio importa. Cada pequeno gesto de cuidado que você demonstra pela Terra e pelos outros importa, e cada pequeno passo que você dá para se lembrar de quem você realmente é importa.A profunda conexão entre A Viagem de Chihiro e o Tarô nos ensina que estas lições não estão trancadas em um mundo espiritual. A sabedoria do Tarô do Castelo de Ouros é encontrada em nosso trabalho e relacionamentos diários.

Os Arcanos Ocultos estão escondidos à vista de todos ao nosso redor. Chihiro, a Página de Ouros, nos mostra que o verdadeiro crescimento vem da prática e da perseverança, não da magia. O naipe de Terra em última instância nos ensina que nosso mundo físico é a sala de aula mais sagrada que nosso espírito jamais terá.

Sobre os Autores

Liane e Christopher Buck são os criadores do Tao do Tarô, cujo primeiro livro e conjunto de cartas é o Tarô dos Arcanos Ocultos. Eles também são os fundadores da revista OMTimes, da Humanity Healing e das instituições de caridade Humanity Healing International e Cathedral of the Soul. Saiba mais na página da biografia deles.

Spiritrix

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El Viaje de Chihiro y el Tarot: Un Viaje a Través del Castillo de Diamantes

El Viaje de Chihiro y el Tarot Castillo de Diamantes

La conexión entre El Viaje de Chihiro y el Tarot comienza en el momento en que Chihiro atraviesa ese viejo túnel de piedra al inicio de la clásica película de anime El Viaje de Chihiro de Hayao Miyazaki y Studio Ghibli. Ella hace más que entrar en un mundo espiritual; da un paso directo al Castillo de Diamantes, el reino del Tarot del trabajo, el cuerpo y la Tierra viviente. Esta exploración de El Viaje de Chihiro y el Tarot te guiará a través de este profundo vínculo temático, descubriendo los arcanos ocultos entretejidos en cada escena y siguiendo el camino de Chihiro como la Página de Diamantes. Veremos cómo su historia nos enseña magistralmente los principios fundamentales del Palo de Tierra. Estos principios se aplican a nuestra vida diaria y a nuestra práctica espiritual.

Lecciones Fundamentales de El Viaje de Chihiro y el Tarot

  • La casa de baños de los espíritus es un "Castillo de Diamantes" viviente que enseña lecciones sobre el trabajo, el dinero y el mundo físico.
  • Chihiro comienza como El Loco y se transforma en la Página de Diamantes, aprendiendo a través del esfuerzo práctico y la perseverancia.
  • Personajes como Yubaba y Sin-Rostro muestran el lado sombrío del Palo de Tierra, donde la codicia y el consumo conducen al vacío.
  • La película conecta bellamente la pérdida espiritual con el daño ambiental, como se ve con Haku, el espíritu del río olvidado.
  • Los arquetipos de los Arcanos Mayores aparecen a lo largo de la historia, proporcionando una capa simbólica más profunda a la aventura de Chihiro.

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El Vínculo Profundo Entre El Viaje de Chihiro y el Tarot

El poder perdurable de El Viaje de Chihiro y el Tarot radica en su lenguaje compartido de símbolos. Ambos sistemas usan arquetipos para trazar el viaje de un alma a través de desafíos hacia la sabiduría. El mundo espiritual de la película, con sus reglas específicas y seres eclécticos, funciona como una tirada de Tarot hecha vida. Cada personaje que Chihiro conoce actúa como una carta viviente, presentando una lección que debe aprender. Esta armonía estructural es por qué analizar El Viaje de Chihiro y el Tarot juntos se siente tan natural y revelador.

Bienvenido al Castillo de Diamantes: La Casa de Baños como Escuela de Tierra

La casa de baños de los espíritus es el corazón bullicioso de este mundo. No es un templo silencioso: es ruidoso y exigente. Funciona con contratos y reglas estrictas. Los espíritus llegan sucios y cansados de sus largos viajes, y deben ser lavados, curados y enviados de vuelta. Esto requiere trabajo constante. Alguien debe avivar los fuegos de la sala de calderas. Alguien debe mantener el agua fluyendo y cocinar la comida. Otros deben fregar los suelos y contar cuidadosamente las monedas de oro. Esta es energía de Diamante pura. Es la energía del trabajo, el servicio y los resultados tangibles de nuestro esfuerzo.

Castillo de Diamantes Palo de Tierra

Lo Ordinario Hecho Mágico

El Viaje de Chihiro nos muestra que este castillo de la vida cotidiana no es aburrido. Es mágico, peligroso y profundamente espiritual. Cada plato de arroz, cada moneda de oro, cada ficha de baño en la película se convierte en un pequeño símbolo del Tarot. A través de los ojos de Chihiro, aprendemos a ver lo sagrado en lo mundano. El Castillo de Diamantes enseña que la forma en que barres un piso puede ser tan sagrada como la forma en que rezas una oración. Chihiro descubre esta verdad por las malas. La aprende cubo de agua por cubo, baldosa fregada por baldosa.

Reglas, Contratos y Karma

La casa de baños opera bajo un sistema estricto de orden. Esto refleja la energía de la carta del Hierofante. Representa la tradición, los sistemas y las reglas que todos deben seguir. No puedes simplemente hacer lo que quieras: debes conseguir un contrato de trabajo. Debes seguir las instrucciones del supervisor y respetar la cadena de mando. Romper estas reglas tiene consecuencias. Esta estructura es el esqueleto del Castillo de Diamantes. Proporciona el contenedor necesario para que el desordenado trabajo del aprendizaje y el crecimiento pueda tener lugar de manera segura.

Los Primeros Pasos del Loco: El Comienzo Reacio de Chihiro

Chihiro no es una heroína cuando la conocemos por primera vez. Es una niña asustada y malhumorada que no quiere mudarse a un nuevo pueblo. Se aferra al asiento trasero del coche. Chihiro desea desesperadamente que todo permanezca igual. Este es su momento puro del Loco en el Tarot. El Loco es la carta Cero de los Arcanos Mayores. Representa el alma al comienzo mismo de su viaje. Está desprevenida y nerviosa. Sin embargo, se encuentra al borde de algo vasto y nuevo.

Chihiro - De Niña Malhumorada al Loco en el Umbral

El Loco no sabe lo que viene después. Pero en algún momento, debe dar un paso. Chihiro da ese paso cuando cruza el lecho seco del río. Sigue a sus padres hacia el extraño parque temático vacío. Su curiosidad supera su miedo. El túnel en sí es un canal de nacimiento. Separa el mundo ordinario del espiritual. Cuando emerge al otro lado, ya ha comenzado su viaje.

El Punto Sin Retorno y la Primera Lección

Cuando cae la noche, el mundo cambia por completo. Las luces de la casa de baños se encienden. Los espíritus comienzan a aparecer. El lecho seco del río se llena de un agua poderosa y caudalosa. El límite detrás de ella se cierra. Ha pasado el punto sin retorno. El mundo de los espíritus la ha atrapado. Esto es como una persona atrapada por un contrato que firmó sin leer la letra pequeña. Es una lección clásica del lado sombrío del palo de Diamantes. Esa lección es la codicia. Se da cuenta demasiado tarde de que no puede regresar por donde vino.

El Aprendiz de la Tierra: Encarnando a la Página de Diamantes

En ese momento sin retorno, Chihiro pasa de ser el Loco de los Arcanos Mayores a la Página de Diamantes en los Arcanos Menores. Las Páginas son los aprendices del Tarot. La Página de Diamantes es la iniciada de la Tierra. Es quien debe aprender a trabajar, a ganar y a cuidar del mundo material con respeto. El entrenamiento de Chihiro es una imagen perfecta de los primeros pasos del palo de Diamantes.

Rogando por Trabajo y Demostrando su Valor

Chihiro llega débil, torpe y completamente asustada. Debe literalmente rogarle a Yubaba por un trabajo y demostrar que realmente quiere trabajar. Le asignan la tarea más básica, del nivel más bajo. Chihiro se convierte en limpiadora y acarreadora. Debe obedecer sin cuestionar, porque está en el escalón más bajo de la jerarquía. Este comienzo humilde es esencial. Nadie puede saltarse este paso en la Escuela de la Tierra.

La Pedagogía de las Ampollas y la Repetición

En este castillo, las lecciones se aprenden en el trabajo. Chihiro aprende por repetición, no por teoría. Friega el mismo suelo hasta que brilla y lleva cubos pesados hasta que le duelen los músculos. Lentamente, a través de este esfuerzo constante, algo en ella cambia. El coraje, la paciencia y la habilidad práctica comienzan a crecer en su interior. Así funciona la Escuela de la Tierra. No descargas la maestría como un hechizo mágico: practicas, te salen ampollas, te equivocas, te levantas y lo intentas de nuevo. Esta es la práctica fundamental de la Página de Diamantes.

Los Gobernantes del Reino: Un Cuento de Dos Reinas

Ningún castillo está completo sin un gobernante. La poderosa e intimidante Yubaba gobierna la casa de baños. Es una mezcla compleja de arquetipos del Tarot. Es parte Emperatriz invertida, parte Emperador y parte Diablo. Más claramente, es la Sombra de la Reina de Diamantes.

Yubaba: La Reina de Diamantes en la Sombra

A Yubaba le encanta el lujo y la riqueza material. Su oficina tiene alfombras gruesas y pesadas cortinas. Acapila montones de oro en su alta torre. Mantiene a sus trabajadores atrapados no con cerraduras, sino con contratos de magia kármica. Su truco más peligroso e insidioso no es robar dinero. Es robar nombres.

En el Tarot, la carta del Diablo a menudo muestra un alma atada por sus propios apegos e ilusiones. Cuando Yubaba toma el nombre de Chihiro y la convierte en Sen, hace exactamente eso. Ata a Chihiro haciéndola olvidar quién es realmente. Sin su nombre, Chihiro corre el riesgo de desvanecerse por completo.

En un nivel de Diamantes, Yubaba es altamente competente. La casa de baños no se derrumba. El personal conoce sus tareas. Los clientes ricos llegan en masa. Las monedas siguen fluyendo. Muestra lo que sucede cuando la energía de la Tierra es fuerte pero despiadada. El negocio funciona eficientemente, pero el costo humano es el miedo, el estrés y una profunda falta de libertad.

Zeniba: La Reina de Diamantes en la Luz

Su hermana gemela, Zeniba, sostiene el otro lado de la moneda. Zeniba vive sencillamente en una pequeña y tranquila cabaña al borde del mundo espiritual. Hila y teje. Da la bienvenida a los invitados con calidez genuina, no con amenazas. En lugar de robar nombres, los devuelve. Ayuda a Chihiro a recordar su propósito. En lugar de atesorar riquezas, comparte lo que tiene. Es la Emperatriz y la Reina de Diamantes en su forma sanadora. Está arraigada, nutricia, maternal, creativa y profundamente generosa.

La Elección Que Cada Alma Debe Hacer

Juntas, Yubaba y Zeniba presentan dos caminos posibles para el mismo poderoso arquetipo de Diamantes. Plantean una poderosa pregunta del Tarot que todos podemos hacernos. ¿Qué tipo de Reina de Diamantes quieres ser en tu propia vida? ¿La que controla a través del miedo y los contratos? ¿O la que lidera con un corazón arraigado y generoso? Cada vez que eliges cómo usar tu tiempo, tu dinero y tu influencia, estás respondiendo en silencio a esta pregunta.

El Mago Herido y la Ecología Espiritual

El palo de Diamantes no se trata solo de dinero y trabajos. También incluye nuestra Tierra física. Abarca la tierra, los ríos, las montañas, los animales y el cuerpo viviente del planeta mismo. El Viaje de Chihiro hace esta conexión bellamente clara a través de los personajes de Haku y el gran Espíritu del Río.

Haku como Guía y Prisionero

Haku es una de las imágenes más claras del Mago en la película. Puede volar, cambiar de forma, lanzar hechizos y moverse entre mundos con facilidad. Haku es el guía principal de Chihiro: le proporciona las herramientas, el propósito y el camino que necesita para sobrevivir. Es el primer guía importante del Tarot que conoce después de cruzar el umbral. Pero hay una herida profunda en su historia. Ha olvidado su propio nombre. Ya no sabe quién es.

La Situación del Espíritu del Río: Cuando la Tierra es Borrada

Haku no es solo un niño. En realidad es un espíritu de río. Es el alma del Río Kohaku. En el mundo humano, ese río fue rellenado y cubierto con edificios y apartamentos. Una vez que el río desapareció, la gente dejó de pronunciar su nombre. Con el tiempo, Haku olvidó quién era. Conserva su poder, pero ha perdido su sentido de identidad. Puede ayudar a otros, pero no puede liberarse a sí mismo.

Aquí, la película vincula magistralmente la pérdida espiritual directamente con el daño ambiental. Cuando destruimos un río, un bosque o un pedazo de tierra, no solo perdemos un recurso natural. Perdemos su espíritu brillante y consciente. Borramos a un ser viviente. En un nivel de Tarot, esta es la energía de Diamantes en estado de crisis. La Tierra se reduce a mera propiedad. Su espíritu es exprimido por el concreto.

La amnesia de Haku es el eco psíquico de esta profunda herida ecológica. Es un Mago poderoso que puede guiar a otros pero no puede sanar o liberarse a sí mismo.

La Sanación del Espíritu Apestoso: Una Tirada de Tarot Completa

Esta misma enseñanza aparece en la famosa escena del espíritu apestoso. Un espíritu enorme, cubierto de lodo, llega a la casa de baños. Gotea basura y fango fétido. Todos están disgustados. Lo tratan como un cliente bajo y problemático. Pero Chihiro, en verdadera moda de la Página de Diamantes, no se aleja. Honra el contrato. Se tapa la nariz y hace el trabajo.

Mientras lo baña, siente algo duro atascado en su costado. Con la ayuda del personal, lo saca. Es una vieja bicicleta, enredada con cuerdas y todo tipo de basura humana. Una vez que esta espina es removida, una montaña de basura sale del cuerpo del espíritu. Debajo de toda esa contaminación, se revela como un poderoso y grácil Espíritu del Río.

Esta sola escena contiene una tirada completa de lecciones de Diamantes y Arcanos Mayores. La forma sucia y maloliente es como el Cinco de Diamantes. Esta carta puede simbolizar pobreza, enfermedad, exilio y el peso de las dificultades. La renuencia inicial del personal refleja la sombra del Siete de Diamantes. Esto puede mostrar mal juicio y un rechazo a ver el valor en una tarea difícil.

El trabajo físico duro de limpiar y tirar es la esencia del Ocho de Diamantes. Esta carta representa habilidad, esfuerzo, repetición y resiliencia. La lluvia final de tesoros y gratitud es el Diez de Diamantes. Este es el símbolo último de la abundancia que llega después de un trabajo duro y dedicado. El proceso de sanación en sí lleva la energía serena de la Templanza.

Este Arcano Mayor trata sobre la acción correcta, la purificación y encontrar el equilibrio perfecto entre diferentes elementos.

Sin-Rostro Palo de Diamantes

La Sombra de la Codicia: El Descenso y la Redención de Sin-Rostro

Luego está Sin-Rostro. Es el espíritu enmascarado y silencioso que se convierte en una de las figuras más inquietantes de la historia. Es el arquetípico Sombra del Palo de Diamantes caminando sobre dos piernas.

Soledad y el Hambre de Pertenecer

Al principio, Sin-Rostro se para afuera bajo la lluvia. Se ve solo, perdido e invisible. Esta es energía del Cinco de Diamantes nuevamente. Es la energía del aislamiento y sentirse excluido en el frío. Anhela profundamente que lo dejen entrar. Cuando Chihiro le muestra un simple acto de bondad humana dejándolo entrar, le da lo que realmente anhela: una conexión.

El Monstruo Dorado: Reflejando la Sombra de la Casa de Baños

Pero cuando entra a la casa de baños, todo cambia. Descubre que al producir oro ilimitado, puede obtener todo lo que quiere. Empieza a consumir. Primero es comida, luego incluso a otros trabajadores. Se convierte en un símbolo ambulante de codicia sin fondo y vacío espiritual. Usa el oro para tratar de comprar atención, amor y plenitud. Pero es un agujero negro que nunca se puede llenar. La casa de baños misma ya está empapada de esta energía de codicia y hambre. Los trabajadores están cansados y mal pagados. Yubaba está obsesionada con el oro. Como la carta de la Luna, Sin-Rostro refleja y amplifica la energía que lo rodea. Rodeado de codicia, se convierte en la codicia misma. Cuanto más consume, más grande y monstruoso se vuelve. Sin embargo, nunca está satisfecho. Por dentro, permanece completamente vacío.

La Medicina de la Simple Bondad

Chihiro hace algo radicalmente diferente a todos los demás. Rechaza su oro. En su lugar, le ofrece el amargo pastel de hierbas. Este era un regalo destinado a su propio viaje. Actúa como una medicina espiritual. Lo obliga a vomitar todas las cosas que ha tragado.

Purgó la comida, a los trabajadores, el exceso y la codicia. Se encoge de nuevo a su pequeño y solitario ser. Después de esta purificación, Chihiro lo lleva lejos. Lo lleva de la ruidosa y codiciosa casa de baños a la tranquila y sencilla cabaña de Zeniba. Allí, Sin-Rostro finalmente se calma. Ayuda con el hilado y las tareas domésticas. Come comida sencilla. Nadie quiere su oro. Nadie le teme.

Finalmente encuentra un lugar donde su energía puede estar en calma y puede pertenecer. En lenguaje del Tarot, Sin-Rostro pasa de una especie de Rey de Diamantes invertido, poderoso pero completamente hueco, de vuelta a un estado parecido al de una Página. Se convierte en un estudiante nuevamente, aprendiendo el valor del trabajo honesto y la conexión real.

Los Invitados de Honor: Roles de los Arcanos Mayores como Cameos

Aunque la casa de baños pertenece mayormente al palo de Tierra, las figuras de los Arcanos Mayores caminan a través de ella como invitados de honor. Cada una añade otra capa de comprensión simbólica y complejidad al Castillo de Diamantes.

Los Arcanos Mayores del Inicio del Viaje (Cartas 0-X)

El Loco es Chihiro en el túnel, entrando en lo desconocido. El Mago es Haku, el niño dragón de río que conoce las reglas y los hechizos. La Sacerdotisa es el mundo espiritual oculto mismo, lleno de secretos detrás de cada puerta. La Emperatriz, Zeniba, está en su cabaña, ofreciendo calidez y un lugar seguro para descansar. El Emperador es Yubaba, gobernando la casa de baños con contratos y mano dura.

El Hierofante son las reglas y tradiciones de la casa de baños que todos deben seguir. Los Enamorados es la elección de Chihiro de mantenerse leal a Haku y a sus padres. Esto es compromiso, no fantasía. El Carro es el tren deslizándose sobre el paisaje inundado. Es la fuerza de voluntad avanzando.

La Justicia es la lección de que la contaminación y la codicia tienen consecuencias. La acción correcta trae equilibrio. El Ermitaño es Kamaji en la sala de calderas. Mantiene los fuegos ardiendo y ofrece sabiduría desde las sombras. La Rueda de la Fortuna es el gran punto de inflexión de la vida. El cambio es constante. Tu poder reside en mantenerte honesto mientras todo se mueve.

Los Arcanos Mayores de las Pruebas y el Triunfo (Cartas XI-XXI)

La fuerza es Chihiro enfrentándose a Sin-Rostro y caminando por una estrecha tubería. Enfrenta sus miedos con bondad. El Ahorcado son sus padres suspendidos en forma de cerdo. La vida se detiene mientras el alma aprende. La muerte es el fin de la pequeña Chihiro. Muere para convertirse en Sen, la trabajadora. La templanza es el delicado equilibrio de los mundos y la sanación del Espíritu del Río.

El Diablo son los contratos de Yubaba y la avaricia de Sin-Rostro. Estos son vínculos malsanos. La Torre es caos cuando Haku se estrella y Sin-Rostro siembra el caos. La Estrella representa la esperanza en el tranquilo viaje en tren, mientras que la Luna representa la ilusión y las oníricas reglas del reino espiritual. El Sol es alegría radiante cuando se levanta la maldición.

El juicio es la prueba final con los cerdos. Chihiro debe confiar en su sabiduría interior. El Mundo es su camino de regreso a través del túnel. Regresa a su mundo más sabia y plena.

Más Allá del Mazo de Tarot Tradicional: Los Arcanos Ocultos en Acción

En el sistema de Tarot de los Arcanos Ocultos, aparecen tres elementos extra en la película. Son la Spiritrix, el Almuten Fulguris y el Adepto. El Viaje de Chihiro ofrece una hermosa manera de sentirlos en movimiento.

La Spiritrix: Haku como el Puente Viviente

La Spiritrix es la carta puente. Se para en el umbral entre mundos y ayuda a traducir símbolos, sueños y sincronicidades en guía práctica. Nos recuerda que estamos arraigados en el suelo pero nacidos de las estrellas. La Spiritrix es la guardiana que dice: Caminaré contigo.

En la película, Haku lleva este rol perfectamente. Aparece cuando Chihiro está a punto de desvanecerse y le dice qué hacer para que no desaparezca. La lleva a un lugar seguro y le muestra cómo conseguir un contrato. Haku le explica las reglas que no puede ver. Él es de naturaleza dual. Es niño y dragón, río y cielo, Tierra y Cielo. Haku es un espíritu del lugar y un ser celestial al mismo tiempo. La mueve a través de umbrales, del miedo al coraje, de la confusión al propósito. Si colocaras la carta de la Spiritrix sobre su corazón, encajaría perfectamente.

El Almuten Figuris: El Destello de Relámpago de la Verdad

El Almuten Figuris es diferente. Su nombre sugiere un gobernante oculto y un destello repentino de relámpago. Representa el patrón secreto que guía la historia. Es el momento de claridad que lo cambia todo de una vez. El Almuten Figuris tiene un poco de energía de la Torre, el relámpago que rompe estructuras antiguas.

El Almuten Figuris también tiene un poco de Juicio, el despertar a una verdad superior. En la película, esto es Chihiro en el momento exacto en que recuerda. Monta en la espalda de Haku por el cielo. Los recuerdos surgen en ella. Recuerda caer a un río cuando era niña y ser llevada a salvo por el agua. Vio el nombre Río Kohaku en una piedra.

De repente, lo sabe. Haku es ese río. Su verdadero nombre es Nigihayami Kohaku Nushi. Ese destello de recuerdo es Almuten Figuris puro. Es un relámpago en la carta. Revela al verdadero soberano de la situación. Ese soberano es el amor, la memoria y la verdad, no el miedo y la codicia. Con una sola frase, todo el patrón energético del cuento cambia.

La Transformación Final: Chihiro como El Adepto

Cuando pronuncia su nombre en voz alta, suceden varias cosas a la vez. El hechizo de Yubaba sobre Haku se rompe y le devuelven el nombre robado. El contrato que lo ataba comienza a disolverse. En ese momento, Chihiro deja de ser una niña pasiva y se convierte en cocreadora de la historia.

Según el Tarot de los Arcanos Ocultos, su viaje como el Loco termina. Chihiro se transforma en una persona renacida a través de la experiencia y el trabajo. Reclama su verdadero nombre como una persona más sabia y fuerte, y se convierte en el arquetipo del Adepto.

El Adepto representa el alma que ha aprendido los fundamentos. Ahora trabaja con habilidad consciente. Esta carta representa la práctica enfocada, la disciplina y la maestría silenciosa. Trata sobre convertir el conocimiento en sabiduría a través de la acción constante y la devoción en la vida diaria. Es el arquetipo del alma madura.

Llevando el Castillo de Diamantes Contigo: Un Tarot para la Vida Diaria

No necesitas un tren mágico o un dragón de río para visitar el Castillo de Diamantes. Ya vives allí. Este es el secreto silencioso y profundo que revela la película. La verdadera fortuna nunca reside en el oro de la bóveda o las monedas en tu bolsillo. Es el alma que formas a través de tus acciones.

Cada acto de trabajo honesto importa, y cada decisión valiente para afrontar un desafío importa. Cada muestra de cariño por la Tierra y por los demás importa, y cada pequeño paso que das para recordar quién eres realmente importa. La profunda conexión entre El Viaje de Chihiro y el Tarot nos enseña que estas lecciones no están encerradas en un mundo espiritual. La sabiduría del Tarot del Castillo de Diamantes se encuentra en nuestro trabajo y relaciones diarias.

Los Arcanos Ocultos están ocultos a simple vista a nuestro alrededor. Chihiro, la Página de Diamantes, nos muestra que el verdadero crecimiento viene de la práctica y la perseverancia, no de la magia. El palo de Tierra en última instancia nos enseña que nuestro mundo físico es el aula más sagrada que nuestro espíritu jamás tendrá.

Sobre los Autores

Liane y Christopher Buck son los creadores del Tao del Tarot, cuyo primer libro y colección de cartas es El Tarot de los Arcanos Ocultos. También son los fundadores de la revista OMTimes, Humanity Healing Network y las organizaciones benéficas Humanity Healing International y Cathedral of the Soul. Lea más en su biografía.

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Tarô dos Arcanos Ocultos: Desvendando Arcanos Esotéricos Há Muito Ocultos

Tarô dos Arcanos Ocultos: Desvendando Arcanos Esotéricos Há Muito Ocultos

O Tarô dos Arcanos Ocultos revela uma dimensão esquecida do Tarô — uma camada invisível de arquétipos esotéricos há muito ocultos no mapa evolutivo da alma.

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Tarô dos Arcanos Ocultos: Desvendando Arcanos Esotéricos Há Muito Ocultos

Por Que os Arcanos Ocultos Foram Ocultados: Simbolismo do Tarô Esotérico Explicado

Por séculos, nos contaram uma versão confortável e higienizada da história.

Aprendemos que o Tarô é um sistema completo: 78 cartas, 22 Arcanos Maiores e 56 Arcanos Menores. Essas cartas representam um mapa completo da consciência. Esta é a ortodoxia aceita.

No entanto, esta narrativa omite verdades essenciais.

Sussurros em escolas esotéricas, leitores marginais e as sincronicidades de leitores modernos ensinam uma verdade mais profunda. O baralho de 78 cartas está incompleto. Existe um terceiro nível secreto de poder, conhecido como os Arcanos Ocultos. Essas cartas esotéricas fazem parte da arquitetura energética do Tarô, mas permaneceram ocultas das massas.

Elas pertenciam aos mistérios esotéricos. Agora, enquanto a consciência muda, elas emergem das sombras e exigem reconhecimento no mundo exotérico.

O Argumento do Silêncio: Por Que Ocultá-los?

A estrutura tradicional do próprio Tarô sugere a existência dessas cartas ocultas. Considere a jornada do Louco: de 0 a 21, ela se lê como um ciclo completo de iniciação.

Mas um ciclo é verdadeiramente completo, ou simplesmente prepara o iniciado para a próxima espiral maior?

Os 22 Arcanos Maiores representam o caminho de mutação da alma individual. Mas os Arcanos Ocultos nunca foram destinados a servir apenas ao indivíduo. Eles operam como chaves cósmicas e ctônicas governando a alma do mundo, o tecido do tempo e as leis das realidades transcendentais.

Eles permaneceram ocultos pela mesma razão que os Mistérios de Elêusis ocultavam seus ritos. Algum conhecimento é demasiado potente para uma psique não preparada. Entregar a alguém as chaves do carma coletivo ou destinos paralelos antes de dominar seu ego, como ilustrado pela Carruagem, arrisca uma catástrofe espiritual.

A antiga máxima “saber, ousar, querer, calar” não era simbólica. Era um protocolo de segurança.

Assim, os Arcanos Ocultos serviram como conhecimento “silencioso” final, confiado apenas àqueles que empreenderam o trabalho interior para merecê-los.

Ecos nos Espaços Vazios: O Testemunho do Baralho Conhecido

A evidência de sua existência não é encontrada em grimórios empoeirados. Está nas lacunas flagrantes dentro dos baralhos que já possuímos.

Por exemplo: O Vácuo Entre Mundos. Onde está a carta que rege o espaço entre vidas? Os Arcanos Maiores nos levam ao Julgamento e ao Mundo. Mas o que existe após a unidade cósmica e antes da reencarnação? Esse domínio pertence a um arcano oculto de pura potencialidade situado logo fora do ciclo do Louco. Poderia ser chamado de “O Casulo” ou “O Bloco Não Talhado”.

Depois: A Sombra Coletiva. Temos cartas para psicologia pessoal: A Lua para o subconsciente pessoal, e O Diabo para o cativeiro pessoal. Mas nada para o inconsciente coletivo, para a loucura ou genialidade compartilhada da humanidade. Uma carta como “O Leviatã” incorporaria a psique submersa de nossa espécie. Esta é uma força que agora é inegável em um mundo hiperconectado.

Também: A Mão do Arquiteto. O Mago manifesta, mas quem projetou as leis da manifestação? O Imperador cria ordem, mas quem escreveu o código cósmico que essa ordem segue? Isto aponta para uma carta representando o software fundamental e impessoal do universo. Um arcano oculto de pura causalidade poderia ter nomes como O Princípio ou O Arquiteto.

O Grande Desvelamento: Por Que Agora?

Essas cartas esotéricas de Tarô não estão sendo inventadas. Estão sendo reveladas. Elas estão agora entrando na consciência coletiva porque a humanidade atingiu um ponto de virada. Nossos desafios não são mais meramente individuais; são planetários, sistêmicos e transpessoais. O antigo mapa de 78 cartas é insuficiente para este novo terreno.

Assim, os Arcanos Ocultos atuam como uma atualização do nosso sistema operacional espiritual. Uma carta como “A Rede”, representando a mente global e a consciência digital, é agora perceptível. Outra, como “O Cofre de Sementes”, governando a ressurreição do ecossistema, torna-se legível em meio à extinção em massa. Essas forças arquetípicas sempre existiram; faltavam-lhes vasos simbólicos até agora. Não são invenções de mentes delirantes. Não estão se tornando; elas sempre estiveram lá.

Hoje, elas se imprimem em mentes receptivas — artistas, sonhadores, leitores — exigindo emergência.

Tarô dos Arcanos Ocultos - Novos Arcanos para um Novo Éon

Reconhecer os Arcanos Ocultos não invalida a tradição do Tarô. Afirma que o Tarô evolui, que ele vive.

As 78 cartas formam a gramática; os Arcanos Ocultos formam o novo vocabulário necessário para articular nossa era.

Os buscadores que agora canalizam essas novas cartas, através da arte, da meditação, da visão espontânea, não são hereges; são visionários.

As cartas do Tarô dos Arcanos Ocultos agora atuam como escribas para um novo capítulo em um texto antigo.

Esse capítulo sempre existiu, escrito em tinta invisível, esperando nossa crise coletiva e despertar para trazê-lo à luz. O mapa está se expandindo porque o território o fez. Os Arcanos Ocultos foram ocultados para nossa proteção. Agora eles emergem para nossa evolução. É tempo de termos a coragem de lê-los.

Sobre os Autores

Liane e Christopher Buck são os criadores do Tao do Tarô, cujo primeiro livro e conjunto de cartas é o Tarô dos Arcanos Ocultos. Eles também são os fundadores da revista OMTimes, da Humanity Healing e das instituições de caridade Humanity Healing International e Cathedral of the Soul. Saiba mais na página da biografia deles.

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Tarot de los Arcanos Ocultos: Descifrando Arcanos Esotéricos Largamente Ocultos

Tarot de los Arcanos Ocultos: Descifrando Arcanos Esotéricos Largamente Ocultos

El Tarot de los Arcanos Ocultos revela una dimensión olvidada del Tarot—una capa invisible de arquetipos esotéricos largamente ocultos dentro del mapa evolutivo del alma.

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Tarot de los Arcanos Ocultos: Descifrando Arcanos Esotéricos Largamente Ocultos

Por Qué los Arcanos Ocultos Fueron Ocultados: Simbolismo del Tarot Esotérico Explicado

Durante siglos, nos han contado una versión cómoda y sanitizada de la historia.

Aprendimos que el Tarot es un sistema completo: 78 cartas, 22 Arcanos Mayores y 56 Arcanos Menores. Estas cartas representan un mapa completo de la conciencia. Esta es la ortodoxia aceptada.

Sin embargo, esta narrativa omite verdades esenciales.

Los susurros en las escuelas esotéricas, lectores marginales y las sincronicidades de lectores modernos enseñan una verdad más profunda. La baraja de 78 cartas está incompleta. Existe un tercer nivel secreto de poder, conocido como los Arcanos Ocultos. Estas cartas esotéricas forman parte de la arquitectura energética del Tarot, pero permanecieron ocultas para las masas.

Pertenecían a misterios esotéricos. Ahora, mientras la conciencia cambia, emergen de las sombras y exigen reconocimiento en el mundo exotérico.

El Argumento del Silencio: ¿Por Qué Ocultarlos?

La estructura misma del Tarot tradicional sugiere la existencia de estas cartas ocultas. Considera el viaje del Loco: de 0 a 21, se lee como un ciclo completo de iniciación.

Pero, ¿es un ciclo verdaderamente completo, o simplemente prepara al iniciado para la siguiente espiral mayor?

Los 22 Arcanos Mayores representan el camino de mutación del alma individual. Pero los Arcanos Ocultos nunca estuvieron destinados a servir solo al individuo. Operan como llaves cósmicas y ctónicas que gobiernan el alma del mundo, el tejido del tiempo y las leyes de realidades trascendentes.

Permanecieron ocultos por la misma razón que los Misterios Eleusinos ocultaban sus ritos. Algún conocimiento es demasiado potente para una psique no preparada. Entregar a alguien las llaves del karma colectivo o destinos paralelos antes de dominar su ego, como ilustra el Carro, arriesga una catástrofe espiritual.

La antigua máxima "saber, osar, querer, callar" no era simbólica. Era un protocolo de seguridad.

Así, los Arcanos Ocultos sirvieron como conocimiento "silente" último, confiado solo a aquellos que habían emprendido el trabajo interior para ganárselos.

Ecos en los Espacios Vacíos: El Testimonio de la Baraja Conocida

La evidencia de su existencia no se encuentra en grimorios polvorientos. Está en las evidentes brechas dentro de las barajas que ya poseemos.

Por ejemplo: El Vacío entre Mundos. ¿Dónde está la carta que gobierna el espacio entre vidas? Los Arcanos Mayores nos llevan al Juicio y al Mundo. Pero, ¿qué hay después de la unidad cósmica y antes de la reencarnación? Ese dominio pertenece a un arcano oculto de pura potencialidad que yace justo fuera del ciclo del Loco. Podría llamarse "El Capullo" o "El Bloque Sin Tallar".

Luego: La Sombra Colectiva. Tenemos cartas para psicología personal: La Luna para el subconsciente personal, y El Diablo para la esclavitud personal. Pero nada para el inconsciente colectivo, para la locura o genio compartido de la humanidad. Una carta como "El Leviatán" encarnaría la psique sumergida de nuestra especie. Esta es una fuerza que ahora es innegable en un mundo hiperconectado.

También: La Mano del Arquitecto. El Mago manifiesta, pero ¿quién diseñó las leyes de manifestación? El Emperador crea orden, pero ¿quién escribió el código cósmico que ese orden sigue? Esto apunta a una carta que representa el software fundamental e impersonal del universo. Un arcano oculto de pura causalidad podría llevar nombres como El Principio o El Arquitecto.

El Gran Desvelamiento: ¿Por Qué Ahora?

Estas cartas esotéricas del Tarot no están siendo inventadas. Están siendo reveladas. Ahora están entrando en la conciencia colectiva porque la humanidad ha alcanzado un punto de inflexión. Nuestros desafíos ya no son meramente individuales; son planetarios, sistémicos y transpersonales. El viejo mapa de 78 cartas es insuficiente para este nuevo terreno.

Así, los Arcanos Ocultos actúan como una actualización de nuestro sistema operativo espiritual. Una carta como "La Red", que representa la mente global y la conciencia digital, ahora es perceptible. Otra, como "La Bóveda de Semillas", que gobierna la resurrección de ecosistemas, se vuelve legible en medio de la extinción masiva. Estas fuerzas arquetípicas siempre existieron; carecían de vasos simbólicos hasta ahora. No son inventos de mentes delirantes. No se están volviendo; siempre estuvieron allí.

Hoy, se imprimen en mentes receptivas —artistas, soñadores, lectores— exigiendo emerger.

Tarot de los Arcanos Ocultos - Nuevos Arcanos para un Nuevo Eón

Reconocer los Arcanos Ocultos no invalida la tradición del Tarot. Afirma que el Tarot evoluciona, que está vivo.

Las 78 cartas forman la gramática; los Arcanos Ocultos forman el nuevo vocabulario necesario para articular nuestra era.

Los buscadores que ahora canalizan estas nuevas cartas, a través del arte, la meditación, la visión espontánea, no son herejes; son visionarios.

Las cartas del Tarot de los Arcanos Ocultos ahora actúan como escribas para un nuevo capítulo en un texto antiguo.

Ese capítulo siempre existió, escrito en tinta invisible, esperando que nuestra crisis colectiva y despertar lo trajeran a la luz. El mapa se expande porque el territorio lo hizo. Los Arcanos Ocultos fueron ocultados para nuestra protección. Ahora emergen para nuestra evolución. Es tiempo de que tengamos el valor de leerlos.

Sobre los Autores

Liane y Christopher Buck son los creadores del Tao del Tarot, cuyo primer libro y colección de cartas es El Tarot de los Arcanos Ocultos. También son los fundadores de la revista OMTimes, Humanity Healing Network y las organizaciones benéficas Humanity Healing International y Cathedral of the Soul. Lea más en su biografía.

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Tarô dos Arcanos Ocultos: Uma Jornada Além das Setenta e Oito Cartas

Tarô dos Arcanos Ocultos

O Tarô dos Arcanos Ocultos convida os leitores a ultrapassar os limites das 78 cartas tradicionais e mergulhar nas correntes míticas mais profundas da jornada da alma.

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Tarô dos Arcanos Ocultos

Explorando o Tarô dos Arcanos Ocultos: Além do Baralho Tradicional

Os Limites do Tarô Conhecido

Por muito tempo, falou‑se do Tarô como se fosse algo fixo: setenta e oito cartas e nada mais.
Eruditos discutem sua história. Colecionadores estimam baralhos antigos. Leitores modernos se prendem ao familiar.

No entanto, isso é apenas metade da verdade.

Durante séculos, o Tarô carregou arquétipos que refletem a jornada da alma através dos mistérios da vida.
Ainda assim, no fluxo das tradições esotéricas, sussurros falam de outras cartas: arquétipos sutis demais, radiantes demais ou potentes demais para serem revelados abertamente.

Uma História Oculta, Preservada no Silêncio

Os Arcanos Ocultos sempre estiveram lá. Não foram inventados, nem acrescentados como decoração, mas sim ocultos.
Como textos sagrados trancados em templos ou constelações demasiado tênues para serem vistas até que o olho se ajuste, permaneceram velados porque o momento ainda não havia amadurecido.

Escolas de mistério os guardaram através de símbolos, mitos e silêncio.
Mestres sussurraram sobre a Spiritrix, o Adepto, o Almuten Fulguris — figuras escondidas na alegoria, insinuadas na alquimia, cantadas em fragmentos de hinos órficos.

Tarô dos Arcanos Ocultos — Revelando o que Sempre Existiu

Hoje, nós os reconhecemos e revelamos, não porque surgiram de repente, mas porque a consciência humana se expandiu o suficiente para acolhê‑los.

Como ensina a Alta Sacerdotisa, o que está velado será um dia desvelado.

Os Arcanos Ocultos elevam‑se para nos lembrar: o Tarô não é uma peça de museu. Ele vive. Ele evolui. E nos convida a fazer o mesmo.

Eles viveram na corrente subterrânea da tradição, moldando‑a de dentro. Dizer que “nunca existiram” é ignorar como a sabedoria sempre escondeu suas joias mais brilhantes até que o buscador estivesse pronto.

Expandindo o Mapa do Tarô com os Arcanos Ocultos

Estes são os Arcanos Ocultos — guias que expandem o mapa do Tarô. Eles nos lembram que a jornada não termina onde pensávamos.

Os Arcanos Ocultos iluminam dimensões que o baralho tradicional apenas sugere: a origem da alma nas estrelas, as forças invisíveis que moldam o destino, e os mitos esquecidos que falam ao nosso ser mais profundo.
Sua aparição não é invenção, mas restauração. É um desvelamento de sabedoria por muito tempo guardada nas escolas de mistério, na alquimia e no mito.

“As pessoas que se iluminaram na Atlântida acenderam, pela primeira vez, a ‘chama da iluminação’ na Terra. Os membros das diversas escolas de mistério mantiveram essa chama viva ao transmitir as técnicas secretas para alcançar a iluminação desde os tempos da Atlântida até os nossos dias.”
— Frederick Lenz

A Spiritrix: Ponte Entre Reinos

Entre esses está a Spiritrix. Ela encarna a ponte entre a Terra e o cosmos. Ela não substitui o Louco, o Mago, a Imperatriz ou o Imperador.

Em vez disso, a Spiritrix se posiciona harmonicamente ao lado deles.

A Spiritrix guia e auxilia os outros arquétipos. Ela ajuda a interpretar símbolos e conduz o buscador além dos limites familiares, para os limiares do espírito, onde lembramos que somos seres multidimensionais, enraizados na terra, mas nascidos das estrelas.

Um Caminho Espiral em Direção à Nossa Fonte

Trabalhar com o Tarô dos Arcanos Ocultos é aceitar um convite: trilhar um caminho em espiral.
Um caminho que leva não só adiante, mas também para cima e para dentro.
Um trajeto que nos aproxima de uma união mais profunda com nossa verdadeira fonte.

Revelar essas cartas não é romper com a tradição. Ao contrário, ajuda‑la a se cumprir.

Os Arcanos Ocultos expandem a jornada. Eles nos carregam além do mundo que acreditávamos conhecer e rumo à lembrança do que sempre esperou nas profundezas.

Em Conclusão: Uma Sabedoria Viva

Em conclusão, os Arcanos Ocultos servem como um lembrete poderoso de que o Tarô não é uma relíquia estática, mas sim um mapa dinâmico e em evolução da consciência humana.
Com o tempo, aquilo que antes parecia completo agora revela camadas ocultas, sugerindo que nossas ferramentas espirituais crescem conforme nós crescemos.

Enquanto as tradicionais setenta e oito cartas continuam oferecendo profunda sabedoria, o surgimento desses arquétipos velados nos convida a explorar ainda mais.
Ao reconhecer os Arcanos Ocultos, não descartamos o passado. Pelo contrário, cumprimos sua promessa.

Finalmente, ao ultrapassar o familiar, voltamos à sabedoria ancestral que sempre esperou pacientemente o momento certo para se revelar.

Sobre os Autores

Liane e Christopher Buck são os criadores do Tao do Tarô, cujo primeiro livro e conjunto de cartas é o Tarô dos Arcanos Ocultos. Eles também são os fundadores da revista OMTimes, da Humanity Healing e das instituições de caridade Humanity Healing International e Cathedral of the Soul. Saiba mais na página da biografia deles.

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Cómo los Antiguos Arquetipos Ocultos Moldearon la Psicología

Arquetipos ocultos

Los arquetipos ocultos del Tarot no son proyecciones psicológicas del inconsciente colectivo, sino corrientes simbólicas independientes que moldean la psique. Jung simplemente redescubrió lo que el Tarot había transmitido durante siglos.

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Arquetipos ocultos

Cómo los antiguos arquetipos ocultos moldearon la psicología, no al revés

¿Alguna vez has tenido un sueño que parecía más grande que tus propios pensamientos?

Aunque muchos buscadores modernos asumen que los arquetipos ocultos del Tarot simplemente reflejan la teoría de Jung sobre el inconsciente colectivo, la perspectiva opuesta puede estar más cerca de la verdad.

El Tarot no toma prestada su comprensión de la psicología; más bien, la psicología se hace eco inconscientemente de la sabiduría eterna ya incorporada en el Tarot.

Jung pudo haber dado nombres y marcos a las fuerzas arquetípicas, pero el Tarot había estado cartografiando estos símbolos vivos durante siglos, transmitiéndolos mediante imágenes, números y mitos. En lugar de ver las cartas como proyecciones de la mente humana, podríamos reconocerlas como corrientes simbólicas independientes que moldean activamente la psique; corrientes que el Tarot preservó mucho antes de que la psicología intentara explicarlas.

No se trata de magia ni fantasía; se trata de psicología, la ciencia de la mente humana. Todo esto se conecta con una idea fascinante del famoso psicólogo Carl Jung.

Let’s explore how the hidden patterns in Tarot cards connect to what Jung called the collective unconscious and its archetypes.

¿Cómo los antiguos arquetipos ocultos dieron forma a la psicología?

¿Qué es el “inconsciente colectivo”?

Imagina que tu mente es como un iceberg. La punta sobre el agua es tu mente consciente, lo que piensas ahora mismo. Justo debajo de la superficie está tu inconsciente personal, lleno de recuerdos íntimos y cosas que has olvidado.

Pero Carl Jung creía que el iceberg es mucho más profundo. Dijo que, en el fondo, todos compartimos una base común: el inconsciente colectivo. Piénsalo como una red wifi psicológica compartida a la que todos los humanos estamos conectados. No contiene tus recuerdos personales, sino patrones y potenciales universales con los que cada persona nace. Por eso, las historias de diferentes culturas suelen tener temas similares, como un gran diluvio o un viaje heroico. Todos estamos conectados a la misma fuente.

Conoce los arquetipos ocultos: los personajes de la historia humana

Entonces, ¿qué hay dentro de este inconsciente colectivo? Jung llamó a los contenidos arquetípicos.

Los arquetipos no son imágenes predefinidas; son más bien moldes o planos invisibles. Son los tipos de personajes y temas básicos de la historia humana. Por ejemplo:

El héroe: la parte de nosotros que enfrenta desafíos y lucha por lo correcto.

El cuidador: el instinto protector y protector que todos poseemos.

La Sombra: La parte oculta de nosotros mismos que contiene las cosas que reprimimos o tememos.

El Tramposo: El rompedor de reglas que trae caos y cambio.

Vemos estos arquetipos en todas partes, en los mitos, en los cuentos de hadas y, especialmente, en las películas y los libros que amamos.

La baraja del Tarot: El libro de los arquetipos ocultos

Aquí es donde entra en juego la baraja del Tarot. Una baraja de Tarot tiene 78 cartas, pero las más importantes para esta idea son las 22 cartas de los Arcanos Mayores. Estas no son cartas sobre cosas cotidianas como "un mensaje sorpresa" o "una oportunidad financiera". Tienen nombres como El Loco, El Mago, La Emperatriz, El Ermitaño y El Mundo.

Piense en los Arcanos Mayores como un libro ilustrado de los arquetipos de Jung. Cada carta es una poderosa ilustración simbólica de una experiencia humana universal.

El Loco es el arquetipo de los comienzos, el alma inocente que se lanza a la aventura de la vida.

La Suma Sacerdotisa es el arquetipo de la intuición y el conocimiento oculto.

El Emperador representa la estructura, el orden y la autoridad.

El Diablo puede simbolizar la Sombra, las tentaciones y los patrones negativos a los que nos sentimos encadenados.

La Estrella es el arquetipo de la esperanza y la inspiración después de un tiempo oscuro.

Al mirar estas cartas, no solo ves imágenes bonitas. Estás viendo espejos que reflejan los caracteres y etapas fundamentales de tu propio mundo interior.

El viaje del loco: El mapa para convertirte en ti mismo

La conexión más hermosa es la historia que narran los Arcanos Mayores. A menudo se la llama "El Viaje del Loco". El Loco (carta 0) comienza como una hoja en blanco, lleno de potencial pero sin experiencia. A medida que avanza la historia, se encuentra con cada arquetipo: El Mago, La Emperatriz, Los Amantes, La Muerte, La Torre, etc., afrontando las lecciones que representan.

Este viaje es un mapa perfecto para lo que Carl Jung llamaba el Viaje Humano hacia la individuación, el proceso que dura toda la vida para alcanzar tu ser verdadero y completo. Se trata de enfrentar tu "Sombra", escuchar tu intuición, superar desafíos e integrar todas estas partes de ti mismo. El viaje termina con El Mundo (carta 21), que representa la plenitud, la plenitud y la comprensión de cómo encajas en el panorama general.

Entonces, ¿cuál es la verdadera magia?

Cuando las personas usan las cartas del Tarot para autodescubrirse en lugar de adivinar el futuro, las utilizan como herramienta psicológica. Al colocar las cartas y preguntarse: "¿Qué energía hay presente en mi vida ahora mismo?", inician una conversación con su propio inconsciente.

La carta que saques podría resonar contigo porque refleja un arquetipo con el que estás lidiando actualmente. Quizás necesites la valentía del Carro para superar un conflicto, o la paciencia del Ermitaño para encontrar respuestas en tu interior.

In conclusion, the magic isn’t in the cards predicting your future. The magic is in their ability to tap into the collective unconscious and help you understand your own story better.

Sobre los Autores

Liane y Christopher Buck son los creadores del Tao del Tarot, cuyo primer libro y colección de cartas es El Tarot de los Arcanos Ocultos. También son los fundadores de la revista OMTimes, Humanity Healing Network y las organizaciones benéficas Humanity Healing International y Cathedral of the Soul. Lea más en su biografía.

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Entre el Alma y el Cosmos

Entre el Alma y el Cosmos

Tu viaje entre el Alma y el Cosmos comienza con la rica historia del Tarot. Primero, viajarás desde las místicas tierras de Egipto y Grecia. Después, seguirás la evolución de estas enigmáticas cartas a través de la Europa medieval hasta la actualidad y el Tarot de los Arcanos Ocultos.

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Los Arcanos Ocultos y el Viaje entre el Alma y el Cosmos

Los Arcanos Ocultos es una obra pionera. Destaca no solo por revelar los ocho arcanos ocultos, sino también por encarnar una faceta práctica y aplicable del conocimiento esotérico. Esta sabiduría, preservada y transmitida a través de diversas ramas de las Escuelas de Misterio y tradiciones sagradas de Sabiduría, se extiende a través del tiempo y el espacio. Ahora, se hace accesible en una forma que se dirige directamente al buscador de almas moderno. Este anhela explorar el espacio entre el Alma y el Cosmos.

Fue una guía diseñada para el buscador espiritual. El Tarot de los Arcanos Ocultos ofrece profundas perspectivas y un poder transformador. Explora los reinos que se encuentran entre la esencia espiritual del Alma y la inmensidad del Cosmos.

Ayuda al buscador a construir un puente en espiral entre la sabiduría eterna y la experiencia humana, guiando al lector hacia una comprensión más profunda y la resolución de los misterios de la vida.

Más que una baraja o un libro, abre un espacio singular y sagrado. Aquí, el viaje del alma se cruza con los arquetipos vivientes. En este espacio, la consciencia se expande y una revolución gestáltica se despliega en nuestros reinos internos. Este viaje teje su camino entre el Alma y el Cosmos.

Es aquí, en este desarrollo atemporal, donde comienza el verdadero trabajo del despertar.

Arcanos ocultos Entre el alma y el cosmos

Guía del Tarot de los Arcanos Ocultos

El Tarot de los Arcanos Ocultos contiene 78 cartas del Tarot tradicional y 8 cartas de los Arcanos Ocultos. Los Arcanos recientemente redescubiertos incluyen al Adeptus, que representa al consultante en su camino. La Spiritrix determina cómo el lector puede estar influyendo en la lectura. Además, la Almuten Figuris sirve de guía y protectora en el camino. Las cinco cartas del castillo representan las fuerzas elementales y arquetípicas en juego. Estas cartas, bellamente ilustradas e impregnadas de simbolismo antiguo e imágenes míticas, ofrecen nuevas perspectivas sobre el camino de la vida, su significado y los giros inesperados que nos esperan. También ofrecen perspectivas sobre el arte de la lectura del Tarot.

La guía de la experta e intuitiva tarotista Liane Buck detalla el significado microcósmico y macrocósmico de cada carta. Ofrece métodos de lectura y explica cómo la evolución del Tarot fue influenciada por la Diosa Madre, creadora de destinos, utilizando símbolos y mitos antiguos. Más que una herramienta de adivinación, esta impresionante baraja y su reveladora guía iluminan las profundas conexiones entre el Tarot, los ritmos del universo y la psique humana. En esencia, conecta el Alma con el Cosmos. El Tarot de los Arcanos Ocultos es una invitación a recorrer estos relatos para reflexionar sobre la transformación. Ayuda a encontrar el lugar propio en el intrincado tapiz del universo.

Sobre los Autores

Liane y Christopher Buck son los creadores del Tao del Tarot, cuyo primer libro y colección de cartas es El Tarot de los Arcanos Ocultos. También son los fundadores de la revista OMTimes, Humanity Healing Network y las organizaciones benéficas Humanity Healing International y Cathedral of the Soul. Lea más en su biografía.

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Como Antigos Arquétipos Ocultos Moldaram a Psicologia

Arquétipos Ocultos

Os arquétipos ocultos do Tarô não são projeções psicológicas do inconsciente coletivo, mas correntes simbólicas independentes que moldam a psique. Jung apenas redescobriu o que o Tarô vinha transmitindo há séculos.

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Arquétipos Ocultos

Como Antigos Arquétipos Ocultos Moldaram a Psicologia, e Não o Contrário

Você já teve um sonho que pareceu maior do que apenas seus próprios pensamentos?

Embora muitos pesquisadores modernos presumam que os arquétipos ocultos do Tarô apenas refletem a teoria do inconsciente coletivo de Jung, a perspectiva oposta pode estar mais próxima da verdade.

O Tarô não toma emprestado seu entendimento da psicologia; em vez disso, a psicologia ecoa inconscientemente a sabedoria atemporal já incorporada ao Tarô.

Jung pode ter dado nomes e estruturas a forças arquetípicas, mas o Tarô mapeou esses símbolos vivos por séculos, transmitindo-os por meio de imagens, números e mitos. Em vez de ver as cartas como projeções da mente humana, podemos reconhecê-las como correntes simbólicas independentes que moldam ativamente a psique — correntes que o Tarô preservou muito antes que a psicologia tentasse explicá-las.

Não se trata de mágica ou fantasia; trata-se de psicologia, a ciência da mente humana. Tudo isso se conecta a uma ideia fascinante do famoso psicólogo Carl Jung.

Vamos explorar como os padrões ocultos nas cartas de tarô se conectam ao que Jung chamou de inconsciente coletivo e seus arquétipos.

Como os antigos arquétipos ocultos moldaram a psicologia?

O que é o “Inconsciente Coletivo”?

Imagine que sua mente é como um iceberg. A ponta acima da água é a sua mente consciente, aquilo em que você está pensando agora. Logo abaixo da superfície está o seu inconsciente pessoal, repleto de memórias privadas e coisas que você esqueceu.

Mas Carl Jung acreditava que o iceberg vai muito, muito mais fundo. Ele disse que, lá no fundo, todos nós compartilhamos uma base comum: o inconsciente coletivo. Pense nele como uma rede Wi-Fi psicológica compartilhada à qual todos os humanos estão conectados. Ela não guarda suas memórias pessoais, mas, em vez disso, contém padrões e potenciais universais com os quais cada pessoa nasce. É por isso que histórias de diferentes culturas frequentemente têm temas semelhantes, como um grande dilúvio ou uma jornada heroica. Estamos todos acessando a mesma fonte.

Conheça os Arquétipos Ocultos: Os Personagens da História Humana

Então, o que há dentro desse inconsciente coletivo? Jung chamou os conteúdos de arquétipos.

Arquétipos não são imagens prontas; são mais como moldes ou projetos invisíveis. São os tipos básicos de personagens e temas da história humana. Por exemplo:

O Herói: A parte de nós que enfrenta desafios e luta pelo que é certo.

O Cuidador: O instinto protetor e nutritivo que todos nós possuímos.

A Sombra:A parte oculta de nós mesmos que contém as coisas que reprimimos ou tememos.

O Trapaceiro: O infrator que traz caos e mudança.

Vemos esses arquétipos em todos os lugares, em mitos, contos de fadas e especialmente nos filmes e livros que amamos.

O Baralho de Tarô: O Livro dos Arquétipos Ocultos

É aqui que entra o baralho de Tarô. Um baralho de Tarô tem 78 cartas, mas as mais importantes para essa ideia são as 22 cartas dos Arcanos Maiores. Estas não são cartas sobre coisas cotidianas como "uma mensagem surpresa" ou "uma oportunidade financeira". Elas têm nomes como O Louco, O Mágico, A Imperatriz, O Eremita e O Mundo.

Pense nos Arcanos Maiores como um livro ilustrado dos arquétipos de Jung. Cada carta é uma ilustração poderosa e simbólica de uma experiência humana universal.

O Louco é o arquétipo dos começos, a alma inocente que parte para a aventura da vida.

A Alta Sacerdotisa é o arquétipo da intuição e do conhecimento oculto.

O Imperador representa estrutura, ordem e autoridade.

O Diabo pode simbolizar a Sombra, as tentações e os padrões negativos aos quais nos sentimos acorrentados.

A Estrela é o arquétipo da esperança e inspiração depois de um período sombrio.

Ao olhar para estas cartas, você não está apenas vendo belas imagens. Você está olhando para espelhos que refletem as características e fases fundamentais do seu próprio mundo interior.

A Jornada do Tolo: O Mapa para se Tornar Você Mesmo

A conexão mais bela é a história contada pelos Arcanos Maiores. Ela é frequentemente chamada de "A Jornada do Louco". O Louco (carta 0) começa como uma folha em branco, cheio de potencial, mas sem experiência. À medida que a história avança, ele encontra cada arquétipo: O Mago, A Imperatriz, Os Amantes, A Morte, A Torre e assim por diante, enfrentando as lições que eles representam.

Esta jornada é um mapa perfeito para o que Carl Jung costumava chamar de Jornada Humana rumo à individuação, o processo ao longo da vida de se tornar o seu verdadeiro e completo eu. Trata-se de encarar a sua "Sombra", ouvir a sua intuição, superar desafios e integrar todas essas partes de si mesmo. A jornada termina com O Mundo (carta 21), que representa totalidade, realização e compreensão de como você se encaixa no panorama geral.

Então, qual é a Verdadeira Magia?

Quando as pessoas usam as cartas de tarô para autodescoberta em vez de adivinhação, elas as utilizam como uma ferramenta psicológica. Ao dispor as cartas e perguntar: "Que energia está presente na minha vida neste momento?", elas estão iniciando uma conversa com seu próprio inconsciente.

A carta que você compra pode ressoar porque reflete um arquétipo com o qual você está lidando no momento. Talvez você precise da coragem do Carro para superar um conflito, ou da paciência do Eremita para encontrar respostas interiores.

Concluindo, a mágica não está nas cartas que preveem o seu futuro. A mágica está na capacidade delas de acessar o inconsciente coletivo e ajudar você a entender melhor a sua própria história.

Sobre os Autores

Liane e Christopher Buck são os criadores do Tao do Tarô, cujo primeiro livro e conjunto de cartas é o Tarô dos Arcanos Ocultos. Eles também são os fundadores da revista OMTimes, da Humanity Healing e das instituições de caridade Humanity Healing International e Cathedral of the Soul. Saiba mais na página da biografia deles.

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